Ofertas de Black Friday podem não ser atrativas por conta da inflação

Acumulando 10,67% em 12 meses, a Black Friday deste ano terá preços distantes do período pré-pandemia.

Mesmo com descontos, o preço de alguns artigos podem ser maiores que o do período pré-pandemia!
Mesmo com descontos, o preço de alguns artigos podem ser maiores que o do período pré-pandemia! - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 12/11/2021 às 10:45
Atualizado às 10:45

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Durante muito tempo, a Black Friday foi sinônimo de promoções, fazendo com que boa parte das pessoas deixassem para comprar na data.

Mas com o avanço da inflação para duas casas, como vem ocorrendo esse ano, o desafio da data será encontrar preços baixos e ofertas que caibam no bolso do consumidor.

Isso porque, desde 2014, a Black Friday é uma data de referência para o consumo de eletroeletrônicos. E por conta da escassez de matérias-primas e a alta no câmbio em vigor desde o início da pandemia, houve um reajuste médio de 30% nos preços desses itens para o consumidor final.

E para esse Black Friday, é de se esperar que, mesmo com ofertas, o preço de artigos eletroeletrônicos estarão com preços superiores ao do período pré-pandemia. Por isso, grandes varejistas estão criando alternativas que podem aumentar o volume de vendas deste ano.

Empresas como as Casas Bahia e Ponto vão oferecer aos seus clientes a possibilidade de parcelar artigos em até 30 vezes, mas para isso será necessário ter  o cartão de crédito das varejistas. 

A Lojas Cem também fará um esquema semelhante de aumentar o número de parcelas para tornar as compras de Black Friday mais acessíveis ao bolso do consumidor. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), o aumento deve ficar em torno de 5%.

Por isso, a expectativa de compras para essa Black Friday é de que as compras superem as realizadas no ano passado, por conta do otimismo e confiança para as comemorações de fim de ano, mas que não apresente números tão expressivos.

Produtos que lideram as procuras

Segundo um levantamento realizado pela Radar Simplex, entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro, o iPhone liderou como termo campeão de busca.

Em seguida, as palavras mais buscadas foram: pneus, bebidas no atacado, testes de antígeno e cadeira de escritório.

Já, para a FCDLESP, o setor de eletrônicos deve apresentar o melhor desempenho, em seguida, eletrodomésticos,  vestuário e calçados.