Fase 3 do Open Banking: como fica o funcionamento do Pix?

A partir desta sexta-feira (29/10) começa a fase três do open banking e com ela, chegam algumas novidades para o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix.

A nova fase do Open Banking traz mudanças diretas para os pagamentos via Pix
A nova fase do Open Banking traz mudanças diretas para os pagamentos via Pix - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 29/10/2021 às 10:30
Atualizado às 10:30

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Nesta sexta, o Brasil dá mais um passo na implementação do open banking. Depois de ser adiada, a fase três chega com novidades para o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, o Pix.

Mas o que muda, de verdade, com a chegada da fase três? Afinal, a implementação da fase 1 não trouxe uma mudança efetiva para a vida do cidadão, já que envolvia diretamente os bancos. A fase 2 também trouxe novidades quanto ao compartilhamento de dados, mas também não trouxe tantos impactos diários tão evidentes.

No entanto, a fase 3 chega para mexer com o segundo meio de pagamento favorito dos brasileiros. Agora, os consumidores poderão fazer o pagamento via Pix sem necessariamente estar no internet banking da instituição financeira. 

E como isso será possível?

Para que os pagamentos via Pix aconteçam sem que o usuário esteja necessariamente em contato com o banco o qual tenha uma conta, haverá a inclusão de uma nova figura: os Iniciadores de Transação de Pagamento (ITP). 

Conhecidos também apenas pelo termo iniciadores de pagamento, eles serão empresas reguladas pelo Banco Central para fazer a conexão entre o serviço de compra e venda.

Nesse sentido, essas empresas apenas viabilizarão as transações financeiras, sem mexer com o seu dinheiro.

Apesar de parecer uma novidade no universo financeiro e bancário, essa tecnologia foi criada em outubro de 2020 e aplicativos como o WhatsApp já fazem uso dessa novidade, permitindo que seus usuários façam transações por mensagens.

No caso do WhatsApp, para conseguir realizar essas transações é necessário que o usuário tenha um cartão de débito em uma das dez instituições parceiras.

Sendo assim, para ter acesso ao iniciador de pagamento, é necessário que a instituição financeira em que você possui conta tenha aderido ao sistema Pix de pagamentos. 

Ou seja, com a integração do Pix à fase três do Open Banking, as coisas podem ficar mais fáceis. Afinal, você não precisará mais abrir o aplicativo do seu banco para efetuar um pagamento via Pix ou alternar entre apps para fazer o pagamento de algo.

Vale lembrar que essa versão atualizada do Pix não vai ser imposta para os usuários. Caso desconfie, você possui todo o direito de manter as coisas como estão, inclusive de optar por utilizar ou não o iniciador de pagamentos. 

Contudo, as iniciadoras de pagamento são instituições reguladas pelo Banco Central, a maior autoridade financeira do país. Ou seja, é uma opção segura para quem paga e para quem recebe o pagamento!

No decorrer dos próximos dias, essas empresas que estão participando das fases do open banking vão disponibilizar essa novidade aos usuários, informando também sobre como se dará o funcionamento para cada uma delas.

Essa é uma novidade que valerá tanto para pessoas físicas, quanto para pessoas jurídicas, tornando-se uma solução benéfica para ambos os lados.

De um lado, temos os lojistas que disponibilizam o Pix como meio de pagamento, e do outro, as pessoas físicas que gostam de utilizar o meio instantâneo para pagamentos.

Por fim, ainda não há informações sobre o quanto isso custará. O Banco Central deixou livre para os iniciadores de pagamento a cobrança de taxas. 

Mas a expectativa é de que o serviço chegue de maneira gratuita aos usuários, já que o Pix é um sistema de pagamento livre de cobranças.

O jeito, no momento, é aguardar por mais novidades dessa revolução no sistema Pix.