Família reinventa negócio em meio à pandemia e tem redes sociais como aliada

Negócio que antes possuía o atacado como público-alvo, mudou a rota e agora atende ao público varejista

Pandemia e mercado
Pandemia e mercado - Shutterstock

por Gabriela Campos
Publicado em 07/05/2021 às 09:00
Atualizado às 09:00

COMPARTILHEFacebook Finanças e EmpreendedorismoPinterest Finanças e Empreendedorismo

Em dezembro de 2019, período em que a pandemia ainda estava distante da realidade da grande maioria dos brasileiros, os planos de Ano Novo de muitos empreendedores incluíam a expansão do negócio, novas contratações e inovações. 

Com a chegada da Covid-19 no Brasil, o cenário econômico mudou de uma hora para outra e, no caso de muitos empresários, os planos de expansão foram substituídos por verdadeiros planos de sobrevivência do negócio em meio à crise. 

Já imaginou ter uma empresa sólida, com um faturamento mensal regular e, de uma hora para outra, ver este faturamento despencar e sem muita perspectiva de melhora. Que situação, né? 

Foi isso que aconteceu com a família Nonis, que até junho de 2020 atuava exclusivamente no segmento de brindes promocionais vendidos para o atacado. “Diante do quadro de pandemia que nos encontrávamos naquela época e continuamos atualmente, as nossas vendas declinaram rapidamente. O nosso segmento de brindes promocionais foi altamente afetado, uma vez que as empresas não estavam investindo neste tipo de estratégia de marketing e propaganda. Então sentimos a necessidade de buscar um novo caminho, que é o consumidor final”, explica Isadora Nonis, responsável pelo Marketing da empresa. 

Essa busca pelo consumidor final levou a família a abrir uma loja de presentes importados em Arapongas, cidade do norte do Paraná. A loja foi aberta em julho de 2020 e desde o início utilizou as redes sociais como uma importante aliada no relacionamento com seus clientes. “Podemos dizer que a rede social é o que move nossa loja. Os produtos que vendemos são atrativos para qualquer público, isso nos trouxe facilidade no engajamento para esse novo mercado”, explica Nonis.

Hoje a rede social da loja já conta com mais de 3 mil seguidores e as postagens vão desde fotos dos produtos, até conteúdos de como utilizar determinado produto e vídeos de humor produzidos com a própria Isadora e sua família. 

“Trouxemos os conteúdos de humor para deixarmos a loja mais humanizada e gerarmos uma maior interação com os clientes. Não são conteúdos que gerarão venda, necessariamente, mas nessas brincadeiras acaba que uma pessoa marca a outra e quando alguma delas precisar de um presente, pode ser que ela se lembre de nós. Além disso, como vendemos bastante online, considero muito importante que nós apareçamos nos posts para as pessoas verem quem está por trás da loja, que nós somos pessoas reais, não somos robôs”, brinca Nonis.

Com relação às dificuldades e facilidades encontradas na mudança do negócio, Nonis explica que a falta de tempo hábil para um planejamento mais aprofundado foi algo complicado, mas a bagagem no ramo de brindes e presentes ajudou muito no processo.

“As maiores dificuldades foram entender o novo público para vendas no varejo e não ter tempo o suficiente para uma pesquisa de mercado. Não conseguimos pesquisar a fundo o melhor local para abertura da loja, por exemplo. Em contrapartida, tivemos a facilidade de já termos conhecimento com o ramo de brindes e presentes há 15 anos, então tivemos apenas que mudar o nosso foco do atacado para o varejo”, afirma.

Leia também