Inflação faz vendas no varejo recuarem no mês de setembro

Essa já é a segunda queda consecutiva de vendas no varejo. A primeira delas aconteceu em agosto, com queda de 4,3%.

Entre os mais prejudicados, está o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo
Entre os mais prejudicados, está o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 11/11/2021 às 13:30
Atualizado às 13:30

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje que o mês de setembro registrou queda de 1,3% nas vendas no varejo. Essa é a segunda queda consecutiva, já que em setembro o varejo tinha registrado queda expressiva de 4,3% em agosto. Atualmente, o varejo acumula 3,8% no ano e 3,9% em 12 meses.

Entre os motivos da queda das vendas no varejo está a alta na inflação, que fez com que as mercadorias subissem de preço. Entre os setores mais prejudicados, estão: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,6%), Móveis e eletrodomésticos (-3,5%) e Combustíveis e lubrificantes (-2,6%).

Contudo, o valor mais expressivo dentre os resultados ficou com o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que registrou queda de 1,5%.

Já no comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas recuou 1,1%, após cair 3,0% no mês anterior. A média móvel do trimestre encerrado em setembro foi -0,9%.

Frente a setembro de 2020, o varejo ampliado caiu 4,2%. No ano, o varejo ampliado acumula alta de 8,0% e, em 12 meses, de 7,0%.

Varejo vive instabilidade

Desde o início da pandemia, as vendas no varejo vivem em processo de instabilidade.

De fevereiro de 2020 até o momento foram três picos negativos no mercado (abril de 2020, março de 2021 e setembro de 2021). E pelo menos dois picos de altas (outubro e novembro de 2020 e julho de 2021), de acordo com o IBGE.

Aliado a isso, o varejo também vem tentando recuperar sua estabilidade, mas em seu caminho ainda há problemas como os impactos da pandemia, a inflação elevada e o desemprego. Há também a elevação da taxa Selic para 7,5%, que encarece o custo de operações financeiras, juros e o crédito.

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