Manual completo para quem quer investir e não sabe por onde começar

Com esses 7 passos, você vai aprender a investir de maneira fácil e descomplicada hoje mesmo

Manual para quem deseja começar a investir
Manual para quem deseja começar a investir - Shutterstock

por Gabriela Campos
Publicado em 03/06/2021 às 09:00
Atualizado às 09:00

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Se você é um entusiasta do universo dos investimentos, mas por falta de tempo ou de segurança nunca tirou do papel os seus planos de começar a investir, pegue um papel e uma caneta, fique confortável na cadeira e preste muita atenção nas informações que o Finanças e Empreendedorismo preparou para você. 

Nestes 7 passos que listamos abaixo, você irá descobrir por onde começar a sua jornada de investidor e ficará mais confiante de dar esse pontapé inicial. Vamos lá?

1) Para que você está investindo?

Antes de pensar em valores a serem investidos e tipos de investimentos, você precisa ter um foco e um motivo pelo qual você iniciou essa jornada. Por isso, o primeiro passo é você se perguntar: para que eu estou investindo? 

As respostas podem ser das mais variadas, já que as pessoas investem, normalmente, para realizar desejos pessoais. Entre os mais ouvidos por aí, está a realização da viagem dos sonhos, a compra do primeiro imóvel ou a garantia de uma aposentadoria tranquila. 

Seja qual for o motivo que o levou a investir, tenha ele muito claro em sua mente, pois será este foco que o manterá comprometido com o investimento mês após mês. 

2) Quanto você consegue investir nisso HOJE?

Foco estabelecido, agora é hora de colocar as contas na ponta do lápis para saber qual valor você consegue investir hoje! Não se preocupe se a quantia disponível para investimento for baixa, o importante aqui é você ser realista com as suas finanças para que não tenha que abandonar a jornada no meio do caminho. 

Fez as contas e poderá começar com R$40? Perfeito! Deixe essa informação anotadinha aí no seu papel e vá para o passo 3.

Ah, e lembre-se: você não precisa ter rios de dinheiro para começar a investir! O que você precisa é de foco e persistência.

3) Analise os tipos de investimentos 

Você já sabe quanto você consegue investir por mês e para que você precisa deste investimento, certo? Certo! Então agora é o momento de você começar a pensar no tipo de investimento que melhor se encaixa na sua necessidade.

Existem no mercado, basicamente, dois tipos de investimento: os de renda fixa e os de renda variável.

- Renda Fixa

Os investimentos de renda fixa são títulos públicos ou privados em que você empresta o seu dinheiro para aquela instituição. Como moeda de troca por esse empréstimo, você recebe uma taxa de rendimento, que é o que fará o seu dinheiro render. Essa taxa, porém, é definida no momento da compra e pode ser prefixada ou pós-fixada. 

A prefixada, como o próprio nome já diz, é uma taxa de rentabilidade fixa, a qual não se altera independente das condições do mercado. Por exemplo, se a taxa prefixada é 5% ao ano, faça chuva ou faça sol no mercado financeiro você receberá aquela remuneração.

Já a taxa pós-fixada é atrelada a um indicador econômico, como o CDI, o IPCA e a taxa Selic. Dessa forma, os investimentos que utilizam este tipo de taxa terão seus rendimentos variáveis, já que eles estarão ligados a índices que “se movem”, economicamente falando. 

Lembra das alterações que a Selic está tendo nos últimos meses? Pois então, alguns investimentos de taxa pré-fixada que possuem a Selic como indexador também estão subindo junto dela.

De acordo como blog Rico Com Você, os tipos de investimentos de renda fixa são: 

Tesouro Direto

CDB

LCI/LCA

CRI/CRA

LC

Debêntures

Fundos de Investimentos.

- Renda Variável

Os investimentos de renda variável, assim como o próprio nome já diz, são… variáveis. Em um momento o seu investimento pode estar rendendo 100%, enquanto no dia seguinte, por alguma movimentação no mercado interno ou externo, ele pode passar a render 0%.

Vale reforçar que, quando falamos em renda variável. estamos falando dos investimentos da bolsa de valores e, de forma bem direta, para quem está começando a investir agora, estes ativos são verdadeiras caixinhas de surpresas, como exemplificamos acima. 

Por isso, caso você, investidor de primeira viagem, opte por investir em ativos de renda variável, saiba que será necessário uma dose extra de estudo sobre investimentos e um acompanhamento do mercado financeiro beeeem de pertinho, ok?!

Os investimentos da renda variável, se acordo como blog Rico Com Você, são:

Ações

Contratos futuros

Commodities

Mercado de Opções

Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs)

Exchange Traded Funds (ETFs)

COE

4) Entenda qual o seu perfil de investidor

Agora é o momento de você descobrir qual o seu perfil de investidor, de você fazer um teste de suitability (que na verdade é um nome complicado para falar algo simples: teste de perfil).

Neste teste, você irá descobrir quem é você na fila do pão dos investimentos: o conservador, que é quem não admite perder nem um realzinho investido; o moderado,  que é quem até se arrisca um pouquinho, mas nada muito expressivo; ou o agressivo, que é quem topa tudo por uma possibilidade de rentabilidade alta. 

Vale reforçar que não existe perfil bom ou ruim, o que você precisa é ser muito sincero nas respostas do teste, já que de nada adianta ser mega conservador, mentir nas respostas para ter um perfil agressivo e depois passar noites sem dormir, né?!

Importante: o teste está disponível gratuitamente na internet (é só pesquisar no Google que aparecem algumas opções) ou também você pode solicitar à instituição que escolher investir, provavelmente eles terão esse serviço para te oferecer gratuitamente.

5) Escolha a instituição financeira em que fará o investimento

E por falar em “instituição que escolher investir”, chegamos ao 5º passo: a grande escolha!

Aqui a conversa é bem rápida, já que esta escolha deve levar em consideração os pontos que citamos acima e que são pessoais. Contudo, a nossa dica é: fuja dos bancos!

“Ai, mas por quê? Lá é mais fácil, eu já tenho conta”. Sim, querido aprendiz de investidor, pode ser mais fácil por este ponto, mas lá o seu leque de opções de investimentos será menor. Então a nossa dica é que você dê uma boa procurada em corretoras de investimentos consolidadas e escolha a que tem mais a ver com o seu perfil. 

Escolha, crie sua conta e #partiu para o passo 6.

Atenção: se você não faz ideia de como encontrar uma corretora, no site do Tesouro Direto há uma lista de diversas instituições financeiras habilitadas a este tipo de serviço. É só acessar o site, clicar na aba “Conheça” e escolher a opção “Bancos e Corretoras habilitados”.

6) Escolha um investimento que case com o que você busca

Conta criada, dinheiro a ser utilizado em caixa, agora é hora de efetivamente escolher qual será o seu investimento. 

Para isso, é muito importante que você mantenha sua cabeça firme nas escolhas que já fez nos passos anteriores e considere aqui outros três pontos: o prazo de aplicação, que é quanto tempo aquele dinheiro ficará investido e sem você poder mexer; o aporte inicial, que é quanto você precisa para investir naquele ativo; e os riscos envolvidos, que são, como próprio nome já diz, os riscos e variáveis contidas naquele investimento. 

Faça essa escolha com bastante cautela e dando um “check” em todas as características que falamos aqui!

7) Mantenha o compromisso e aguarde 

O papel de anotações aí já está cheio de informações, né? Mas abre mais um espacinho que esse passo 7 e escreva aí: NÃO DESISTA NÃO, INVESTIDOR! Essa jornada muitas vezes é diferente de tudo que você já fez, mas no final valerá a pena!

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