Cresce o interesse de mulheres pelo investimento em consórcio

De acordo a empresa BR Consórcios, em abril de 2021, a procura entre as mulheres aumentou 85%

Consórcio
Consórcio - Shutterstock

por Redação FE
Publicado em 22/06/2021 às 12:04
Atualizado às 12:04

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A modalidade de compra por consórcio vem despertando o interesse das mulheres brasileiras em 2021, revelam os dados obtidos pela empresa BR Consórcios. Só no primeiro quadrimestre do ano, a procura por consórcio entre as mulheres registrou uma variação de 43%, contra 34% dos homens. 

Considerando apenas o mês de abril, o crescimento foi de 85% em relação ao mesmo período de 2020. “Os homens são os maiores compradores, mas as mulheres têm despertado interesse pelo consórcio, liderando o ranking de pesquisas sobre o negócio”, afirma José Roberto Luppi, diretor Comercial da BR Consórcios.

A participação delas na categoria de Serviços, que contempla créditos, por exemplo, para estudos, viagens e tratamentos de beleza, é marcante, com 65%. Em imóveis, motocicletas e automóveis, elas contabilizam 37%, 35% e 34%, respectivamente, dos consorciados.

De acordo com a BR Consórcios, as vendas de novas cotas são feitas predominantemente para solteiros, tanto mulheres quanto homens, especialmente na faixa dos jovens entre 20 a 30 anos de idade, com 26%, e 30 a 40 anos, com 29%. Contudo, no mês de abril, houve uma inversão nesse dado: os jovens de 20 a 30 anos representam 29%, seguidos por aqueles na faixa dos 30 aos 40, com 22%.

De olho no primeiro carro

A jovem estudante Morgana de Figueiredo Lichti, de 21 anos, ingressou na modalidade de consórcio no começo deste ano em busca do sonho do primeiro automóvel. Conheceu o sistema por meio de um amigo, fez pesquisas no mercado e chegou a consultar bancos para um empréstimo ou financiamento. “Optei pelo consórcio pela segurança que oferece e também por me fazer ser disciplinada financeiramente. Sei que o consórcio é como um investimento de poupança que não posso mexer e que ao final terei crédito para comprar meu carro”, explica.

Morgana afirma que entre os principais motivos que a levaram a adotar o consórcio foi a ausência da taxa de juros e as parcelas que cabiam em seu bolso. “É preciso investir bem meu dinheiro e pensar no futuro, ainda mais para quem está começando a vida financeira. O consórcio veio de encontro às minhas necessidades, agora já me programo para dar um lance e pegar o carro depois de me formar na faculdade, em 2022”, afirma.

O sonho da casa própria 

Aos 25 anos, a advogada Vanessa Soares Rafaine optou pelo consórcio de olho na compra da casa própria. “Estou casada há três anos e coloquei, juntamente com o meu marido, a meta para ter o nosso imóvel. A única certeza era de que não o faríamos por meio de financiamento bancário em razão dos altos juros. Assim, a opção mais segura foi o consórcio”, diz.

A pesquisa pelo imóvel dos sonhos já começou. “O consórcio nos dá essa segurança de procurarmos algo que esteja dentro do nosso alcance, sem qualquer burocracia. E com ele conseguimos nos planejar, pagando valores mensais adequados à nossa renda e com boas condições de pagamento até o fim do contrato”, diz Vanessa. “Agora, quero ser contemplada até o final de dezembro”, completa.

O que é consórcio e como funciona? 

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio, o consórcio é a “modalidade de compra baseada na união de pessoas - físicas ou jurídicas - em grupos, com a finalidade de formar poupança para a aquisição de bens móveis, imóveis ou serviços”. 

Nessa modalidade, o consorciado adquire uma cota e o valor do bem ou serviço é diluído em parcelas, com o prazo determinado via contrato. Mensalmente, o consorciado faz o pagamento de sua parcela e tem a chance de receber o valor total da cota adquirida, seja por meio de sorteio ou de lance - também de acordo com o que foi validado via contrato.

A formação desses grupos deve ser feita por uma Administradora de Consórcios, a qual deve ser autorizada e fiscalizada pelo Banco Central do Brasil. 

Com informações de: Core Group.

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