Veja como investir e faça a sua restituição do IRPF 2021 render mais

Ações, CDB's e Títulos Públicos Federais estão entre as dicas

Como investir a sua restituição do IR
Como investir a sua restituição do IR - Shutterstock

por Redação FE
Publicado em 17/06/2021 às 11:35
Atualizado às 11:35

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No dia 31 de maio, começou a saga da tão aguardada restituição do imposto de renda 2021. De acordo com o fisco, este foi o maior lote restituído da história, tanto em valor pago, como em número de contribuintes. São mais de R$6 bilhões e o número de pessoas ultrapassa 3 milhões. Ao todo, serão cinco lotes de restituição, sempre no final dos meses até setembro. 

Pensando nisso, lançamos uma pergunta: o que fazer com o valor recebido? O assessor de investimento da iHUB, Daniel Abrahão, explica que desde que as dívidas estejam quitadas e o consumo necessário seja feito, o próximo passo é investir, sempre de acordo com o perfil e os objetivos de cada contribuinte.

Abaixo, Abrahão lista três dicas de como começar a investir com o valor da restituição. Antes, porém, já fica aqui um primeiro conselho: esqueça a história de que investir é somente para quem tem muito dinheiro. Com um valor pequeno já é possível começar a investir. 

Dicas de como começar a investir com o valor da restituição

Dica 01: a primeira etapa é começar a formar um fundo de reserva, investimentos que podem suprir alguma necessidade em uma emergência de gastos;

Dica 02: reserva de emergência deve ser constituída com investimentos de rápido resgate e conservadores, como Títulos Públicos e CDB com liquidez, ou até fundos de investimentos conservadores; 

Dica 03: assim que o fundo estiver formado, o próximo passo é diversificar o portfólio de investimentos, como diz o ditado “nunca coloque os ovos em uma cesta”, por isso, o mantra da diversificação deve ser sempre respeitado. Algumas opções são os investimentos internacionais, alternativos, setores diferentes e de maior prazo.

Opções de investimentos para quem está começando

Bolsa de valores: é indicado para o investidor que aceita correr mais riscos. A possibilidade de ganhos acima da média não deve levar o investidor a concentrar uma porcentagem muito alta em ativos de risco. Devido a volatilidade, ou seja, o sobe e desce nos preços, ter um longo horizonte de investimento e contar com a ajuda de um especialista são pontos muito importantes.

CDB’s: o Certificado de Depósito Bancário (CDB) pode ser uma alternativa, principalmente se o horizonte de investimentos for maior. Os CDB’s assim como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), podem ser atrelados à inflação, pré-fixados ou o mais comum, acompanhar a SELIC. 

São investimentos mais conservadores, mas vale ressaltar que observar a qualidade da empresa emissora do crédito é importante, mesmo que essas opções sejam cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito em caso de inadimplência do emissor.

Títulos Públicos Federais: caso a intenção do investidor seja a segurança, abrindo mão parcialmente da rentabilidade, o Tesouro Selic e o Tesouro IPC-A são boas opções por serem considerados os investimentos mais seguros.

De acordo com o assessor de investimentos, existem diversas outras possibilidades de alocação dos valores recebidos pela restituição. O brasileiro vem, recentemente, se acostumando a investir e, definitivamente, o tema está em alta e deve perdurar. Assim como mercados mais maduros como, Estados Unidos e Europa, os investimentos vêm cada vez mais fazendo parte das conversas entre amigos ou na família.

Atualmente, o brasileiro tem mais de 1 trilhão de reais na poupança, segundo o Banco Central. “Com o valor da restituição em mãos, é recomendado que as pessoas estudem as melhores possibilidades de investimentos. Para a grande maioria que ainda vai receber esse valor extra, é indicado se informar e buscar a ajuda de um especialista em investimentos, para que assim seja possível a busca de melhores resultados”, finaliza, Abrahão. 

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