Inflação chega a 10,74% em 12 meses; entenda

Apesar do percentual mensal ter desacelerado, o acumulado da inflação em 12 meses é o maior para o período desde 2003.

Com a inflação de dois dígitos, o Real passa a valer quase 11% menos do que há um ano atrás
Com a inflação de dois dígitos, o Real passa a valer quase 11% menos do que há um ano atrás - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 10/12/2021 às 13:30
Atualizado às 13:30

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A inflação para o mês de novembro já foi divulgada pelo IPCA. Segundo o IBGE, que calcula o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o valor da inflação para o mês de novembro foi de 0,95%. Apesar da desaceleração, esse valor ainda é o mais alto para um mês de novembro desde 2015.

Com esse resultado, a inflação para 12 meses chega ao patamar de 10,74%. Isso significa que o dinheiro vale quase 11% menos do que há um ano atrás. Além disso, esse valor acumulado é o maior para o período em 18 anos.

A alta da inflação tem sido puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, principalmente pela gasolina. Estima-se que em 12 meses, o preço da gasolina subiu cerca de 50,78%. Além da gasolina, o etanol, óleo diesel e o gás veicular também registraram aumentos expressivos.

Com isso, o grupo de produtos e serviços avaliados pelo IBGE para a inflação que apresentaram a maior variação (3,35%) e o maior impacto (0,72 ponto percentual) vieram dos custos do grupo Transportes.

Já no grupo que possui produtos e serviços relacionados à habitação, quem puxou o aumento foi o botijão de gás (que registra aumento de mais de 38% em 12 meses) e a energia elétrica, que registrou alta de 1,24%.

Alta dos juros e a inflação em 2022

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou, após última reunião do ano, a taxa básica de juros. Com isso, o valor passou de 7,75% para 9,25% ao ano, um aumento de 1,5 ponto percentual.

De acordo com economistas, esses sucessivos aumentos na taxa Selic, responsável pelo aumento dos juros, pode sim conter a inflação. Mas este não será um processo fácil porque há uma linha tênue entre isso acontecer e o país entrar em processo de recessão.

Isso porque a elevação dos juros juntamente com a inflação vem aumentando o custo de vida e diminuindo o poder de compra das classes mais baixas da sociedade. 

Atualmente, o Brasil já se encontra em processo de recessão técnica, que é quando a economia do país recua por dois trimestres consecutivos. O país também enfrenta um período de estagflação, puxado pela inflação de dois dígitos e alto índice de desemprego. 

Com informações de G1 e Correio Braziliense.