1 ano de Pix: confira todas as mudanças do método de pagamento

Mesmo sendo recente no mercado, o Pix acabou se tornando o meio preferido de pagamento dos brasileiros, perdendo apenas para o dinheiro em espécie.

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por Loyane Lapa
Publicado em 16/11/2021 às 16:30
Atualizado às 16:30

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Há um ano atrás, o Brasil inteiro conhecia o meio de pagamentos instantâneos do Banco Central, o Pix. A novidade empolgou tanto os usuários que no início houveram até brincadeiras sobre ser uma nova maneira de flertar, chamada de “pixsexual”. 

O sistema de pagamentos revolucionou as transações bancárias logo de início e pouco a pouco foi superando outros métodos de pagamento. Atualmente, o Pix só perde para o dinheiro em espécie na categoria de pagamentos.

Além disso, dados de setembro de 2021 do Banco Central mostram que, sozinho, o Pix jásupera transações como boleto bancário, TEDs, DOCs e cheques juntos. Ou seja, se você somar todas essas operações financeiras, elas não chegam nem perto do impacto que o Pix trouxe ao mercado de pagamentos.

E os usuários garantem: muito dessa popularidade do Pix está na praticidade, facilidades e tecnologias que esse método de pagamento oferece a quem o utiliza. Graças a forma inovadora de criar códigos que facilitem a transferência, é possível hoje fazer um Pix utilizando o e-mail de uma pessoa, por exemplo.

E o Pix só se aperfeiçoa com o tempo, criando metodologias para evitar fraudes. Confira algumas curiosidades, mudanças e as novidades que chegaram ao longo desse um ano de funcionamento do Pix.

Chaves Pix

Até outubro deste ano, o sistema Pix já contava com mais de 348 milhões de chaves cadastradas. Nos primeiros meses de funcionamento do pagamento instantâneo, a predominância era de chaves utilizando o CPF. 

No entanto, a partir de maio de 2021, as chaves aleatórias cresceram e passaram a dominar as chaves Pix cadastradas. Atualmente, a proporção é essa:

  • Chave aleatória: 121,2 milhões
  • CPF: 93,7 milhões
  • Celular: 76,1 milhões
  • E-mail: 50,6 milhões
  • CNPJ: 6,4 milhões
  • Total de chaves: 348 milhões

Mudanças em transações

Na mesma proporção que o Pix atraiu os usuários, ele também atraiu criminosos com a intenção de fraudar o sistema de pagamentos. Para isso, esses fraudadores passaram a criar táticas para iludir usuários e roubar dinheiro.

Como a maioria desses golpes aconteciam na parte da noite, o Banco Central implementou uma limitação no Pix. Sendo assim, transferências realizadas entre às 20h e às 6 horas da manhã não podem ser superiores ao teto de R$ 1 mil.

Outra mudança que entra em vigor a partir de hoje é o bloqueio preventivo de recursos e devolução de valores em casos de fundada suspeita de fraude ou falha operacional.

Há ainda a implementação de notificação de infrações, mecanismos adicionais para prevenção de fraudes e a responsabilização de instituições financeiras por “fraudes decorrentes de falhas em seus próprios mecanismos de gerenciamento de riscos”.

Pix Saque e Pix Troco

Ainda no mês de novembro, entram em vigor duas novas funcionalidades do Pix: o Pix Saque e o Pix Troco. Essas são funções criadas para ajudar o mercado varejista e traz para o usuário uma nova forma de lidar com o dinheiro.

Essa é uma atualização muito aguardada e importante, já que com essas funções, a tendência é de que haja uma ampliação na inclusão financeira, alcançando pessoas que não utilizam bancos. 

Futuro do Pix

Em comemoração ao primeiro ano de funcionamento do Pix, o Banco Central realizou hoje, às 14h, uma live de retrospectiva e de projeções para o futuro com o Pix. 

Com o nome de “A (R)Evolução Pix Continua”, o evento aconteceu no canal do YouTube do Banco Central do Brasil. 

De acordo com o presidente do BC, a expectativa é de que o Pix realize transações internacionais e pagamentos por aproximação a médio prazo.