O que compensa mais: andar de Uber ou ter um carro?

Com gasolina a R$ 7 e automóveis mais caros, esse questionamento passou a ser cada vez mais presente. Confira agora o que compensa mais!

Entre Uber e carro próprio: quem você acha que vai ganhar essa disputa?
Entre Uber e carro próprio: quem você acha que vai ganhar essa disputa? - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 10/11/2021 às 16:30
Atualizado às 16:30

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De um lado, temos os aumentos sucessivos na gasolina, o preço alto de peças de manutenção e o valor de carros novos e seminovos nas alturas. Do outro lado, temos o serviço do Uber, cada dia mais precário para usuários, motoristas e com taxa para “furar-fila”. Nessa “rinha de mobilidade”, o que compensa mais: ter seu próprio veículo ou utilizar os aplicativos de transporte?

A resposta para essa pergunta não é simples. Tudo sempre depende da forma como você vive! Mas não custa nada levantar as vantagens e desvantagens de cada uma dessas possibilidades.

Ter um carro, por exemplo, dá mais liberdade para quem possui. Assim, seu dono pode fazer o que quiser, quando quiser e a hora que quiser. E o melhor: sem depender de ninguém, algo que não acontece com quem depende exclusivamente do Uber.

Contudo, um veículo traz grandes responsabilidades: é necessário abastecer, arcar com tributos, multas, estacionamento e as manutenções. 

Pensando nisso, levantamos os principais pontos dessa “briga” para você. Para conferir, basta continuar a leitura deste artigo!

Veículo: quais são as vantagens e desvantagens?

De acordo com um levantamento feito pelo planejador financeiro Raphael Carneiro para o UOL, neste momento, ter um carro só compensa se você roda mais de 30km por dia

Ou seja, se você trabalha longe do seu trabalho, precisa fazer viagens curtas com frequência, a melhor opção continua sendo ter seu próprio carro.

Mas por que o Uber custa mais barato para quem roda pouco? A resposta é bem simples: mesmo que a gasolina custe mais barato do que uma viagem de Uber, existem outros custos que não compensam para quem não utiliza o carro com frequência. Entre eles, estão os custos que envolvem a propriedade do carro, como o IPVA, por exemplo.

Os principais pontos levantados para a análise foram:

  • combustível;
  • depreciação do veículo;
  • seguro e documentação;
  • manutenção;
  • gastos extras (como estacionamento e lavagens).

Nessa análise, foi considerado o preço de um Fiat Mobi, que custa em torno de R$ 50 mil. E para os preços de combustível, seguro e documentação foi considerado o preço da cidade e estado de São Paulo.

E os resultados foram:

  • Uma pessoa que roda cerca de 10 km por dia teria que desembolsar cerca de R$ 15.756 por ano com o carro
  • Por outro lado, uma pessoa que utiliza o carro rodando mais de 30 km por dia teria que gastar cerca de R$ 20.618 por ano.
  • Já no cenário do Uber, uma pessoa que utilize um trajeto diário (ida e volta) de mais ou menos 5 km em São Paulo, gastaria em torno de R$ 12.938,40 ao ano
  • Enquanto isso,uma pessoa que faz um trajeto de 15 km (ida e volta) diariamente com o Uber gastaria R$ 27.554,40 ao ano.

Por isso, é muito importante levar em consideração aspectos importantes da sua vida para entender detalhadamente o que compensa mais. Mas analisando um cenário que dispõe dessas condições citadas acima, a resposta é certa: Uber para quem roda pouco e um carro próprio para quem roda muito!