Retorno presencial: 3 dicas que ajudarão você a viver essa mudança

O home office está acabando? Especialista dá alguns conselhos para quem está passando por este momento

Home Office
Home Office - Shutterstock

por Gabriela Campos
Publicado em 04/09/2021 às 15:00
Atualizado às 08:00

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Desde março de 2020, as rotinas de muitos profissionais passaram por uma grande mudança: o dia a dia do trabalho saiu de dentro dos escritórios cheios e foi em direção ao lar dos colaboradores.

Contudo, com o avanço da vacinação no país, é comum vermos empresas retornando aos escritórios, seja em formato híbrido (alguns dias no escritório e outros em casa) ou 100% presencial. 

De acordo com a pesquisa da Korn Ferry, uma empresa global de consultoria organizacional, a qual foi publicada pelo site G1, 70% dos profissionais afirmam que o retorno à rotina de escritório será “difícil” e “estranha”, já que o trabalho remoto passou a ser considerado o novo normal - afinal, são mais de 500 dias vivendo dessa forma. 

“Esse processo de retorno ao trabalho presencial tem se mostrado um verdadeiro desafio para muitos trabalhadores, porque eles terão que abandonar diversos benefícios descobertos no home office. Nos últimos meses, tenho observado nos atendimentos clínicos que essa mudança de cenário para algumas pessoas tem sido, em grande parte, responsável pelo surgimento de sentimentos de tristeza, frustração, decepção e ansiedade”, afirma o psicólogo, analista do comportamento e membro da Doctoralia, João Carlos Damião.

Para Damião, essa retomada ao trabalho presencial gera também um outro sentimento, o qual infelizmente vem se tornando frequente na vida das pessoas em todo o mundo durante a pandemia: o sentimento de luto. “Dada as devidas proporções, podemos até estabelecer um paralelo com o sentimento de luto, uma vez que um estilo de vida está sendo encerrado. Para algumas correntes teóricas, esse sentimento sinaliza que existem mudanças em curso e uma economia de energia se faz necessária. Então, por esse motivo, muitos estão se sentido desanimados, cansados ou hipoativos”, pontua o psicólogo. 

E é claro que ela, a ansiedade, não ficaria de fora dessa maré de informações e sentimentos, afinal: como será esse retorno? Será que a adaptação será tranquila? Como lidar com os colegas presencialmente todo dia e com o recorrente medo de se contaminar? 

“Tudo isso assusta, é verdade, mas a boa notícia é que damos conta; esses sentimentos e pensamentos nebulosos passarão. Mantenha a confiança em si e busque ajuda, se achar necessário”, aconselha o psicólogo. 

Para ajudar nessa mudança e novos desafios, Damião preparou algumas dicas 

1) A gratidão é verdadeira

A principal atitude a ser adotada nesse momento é a da gratidão. Longe de incentivar uma positividade tóxica, mas essa orientação é endossada por diversas pesquisas. Ser grato ajuda a desenvolvermos nossa sensibilidade para as coisas boas que nos acontecem e isso rivaliza com nosso tão nocivo vício de olhar apenas os aspectos negativos da vida. O fato óbvio aqui é que por mais difícil que seja esse retorno ao trabalho presencial, isso é um privilégio. Muitos não o podem fazer por estarem desempregados ou por terem perdido a vida para a pandemia que gerou esse modelo de home office compulsório.

Além disso, perceba as preocupações e sentimentos desagradáveis, mas o ponto de virada é saber que, embora você os sinta, não há necessidade de ficar conectado a isso o tempo todo. Leve sua atenção para outras coisas.

2) Tem coisa boa aqui, gente!

Redescubra os benefícios do trabalho presencial: um incentivo extra para se arrumar melhor; encontrar pessoas; poder caminhar e tomar um pouco de sol enquanto está indo almoçar com os colegas; planejar onde será o próximo happy hour; delimitação do tempo de trabalho; ver a cidade, etc. Afinal, redescobrir o trabalho presencial é também redescobrir o lar. 

3) Vá atrás do que faz sentido para você

Por fim, para muitos, a possibilidade de continuar trabalhando em home office é uma realidade. Muitas empresas adotaram esse modelo de trabalho em definitivo e, se isso for algo muito importante para você e sua empresa não o ofereça, considere mudar de empresa ou mesmo de área. De um modo ou de outro, não tenha medo de mudanças.

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