Levantamento mostra que 62% das empresas planejam voltar ao presencial

Ainda segundo a pesquisa, caso voltar ao presencial seja obrigatório, 78% dos profissionais consideram trocar de emprego.

O estudo também aponta que 59,2% das empresas consideram o revezamento entre o home office e o escritório
O estudo também aponta que 59,2% das empresas consideram o revezamento entre o home office e o escritório - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 12/12/2021 às 15:30
Atualizado às 15:30

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A queda nos índices de contágio do coronavírus está provocando uma movimentação nas empresas para voltar ao presencial. 

Uma pesquisa realizada na base de mais de 24 mil companhias da Revelo, startup de recrutamento, destaca que cerca de 61,8% das empresas declararam que planejam retomar o escritório

Enquanto isso, em outro levantamento da startup, cerca de 78% dos profissionais de carreiras digitais consideram trocar de emprego caso não haja flexibilidade em permanecer trabalhando de casa.

“A competição entre companhias e a escassez de profissionais capacitados já era um problema para retenção de talentos antes da pandemia, trazendo o cenário de existir duas vagas para cada candidato no mercado. Agora, a falta de flexibilização de horários e formato de trabalho pode trazer uma dificuldade adicional. Por isso, a saída é dialogar para chegar no modelo ideal de trabalho”, avalia Lucas Mendes, o cofundador da Revelo.

O estudo também aponta que 59,2% das empresas consideram o modelo híbrido, revezamento entre o home office e o escritório, considerando a vontade de 79% dos talentos que têm o remoto como modelo favorito. 

A maioria das organizações respondentes:(75%) alegaram ser do segmento de “Tecnologia e suas vertentes”, enquanto 6,6% atuam com a “Informação e Comunicação”. 

Outras categorias como “Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados” e “Educação” empataram com 2,6% e “Construção” apareceu timidamente, com 1,3% de representatividade. Quase 12% são empresas que não se encaixavam nas esferas da questão e se declararam de “Outros setores''. 

Em relação ao tempo de existência, 56,6% das companhias possuem sete anos ou mais, 30,3% de cinco a sete anos, 10,5% de dois  a quatro e 2,6% até um ano de atuação. 

A taxa de corporações consideradas “Médias” (com até 499 colaboradores) e “Pequenas” (até 99 funcionários) igualou em 38,2%. As “Grandes”, com mais de 500 pessoas, representaram 23,7% das respondentes.

Cerca de 93% das empresas disseram estar trabalhando em modelo remoto. Dessas, 92% têm mais de um ano em home office. Ao avaliar os custos para a organização desde que os colaboradores estão em casa, 51,3% disseram não ter percebido nenhuma diminuição significativa.

Profissionais sentem falta, mas benefícios do home office prevalecem

No levantamento, para entender o porquê da escolha dos profissionais em trabalhar de casa, 71,3% disseram gostar de não perder tempo no trânsito e 54,2% indicaram que poder trabalhar em cidades distantes é um diferencial. Inclusive, 47,5% das pessoas não moram no mesmo município da empresa. 

O ambiente presencial, a estrutura e os equipamentos são mais adequados para 39% dos profissionais, mas 78% não gostam das muitas interrupções que acontecem in loco e 74,6% elegem os horários inflexíveis como motivo de incômodo.