IPCA, IGP-M e INPC: qual a diferença entre esses índices de inflação?

Apesar de todos serem índices de inflação, cada um deles possui um recorte diferente. Leia e descubra mais sobre o assunto.

Hoje, o Brasil possui diversos índices de inflação e cada um deles avalia um cenário distinto
Hoje, o Brasil possui diversos índices de inflação e cada um deles avalia um cenário distinto - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 27/12/2021 às 15:30
Atualizado às 15:30

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A inflação atingiu em cheio o bolso dos brasileiros em 2021. Acumulando um total de 10,74%, ficou mais difícil manter as contas em dia ou fazer as compras de forma completa

Aqui no Brasil, existem vários índices de inflação, no entanto, cada um deles possui um recorte diferente. Ou seja, para cada um, é possível analisar um cenário como a alimentação, aluguel ou até mesmo a maneira que a inflação atinge as camadas com renda mais baixa da população.

Vale lembrar que cada um deles é feito por instituições diferentes e cada uma delas possui um método diferente de avaliação. 

Ficou curioso para entender um pouco mais sobre esse assunto? Então continue a leitura. Vamos explicar para você quais os recortes e onde esses índices de inflação se aplicam. Confira!

IPCA:

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse índice de inflação, é analisada a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos. Sua periodicidade é mensal e os dados pertencem a 16 cidades do Brasil. 

O IPCA é o índice oficial de inflação do Governo Federal, por isso, é um indicador muito importante. Os dados considerados pelo IBGE pertencem a uma cesta definida pela Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF, que, entre outras questões, verifica o que a população consome e quanto do rendimento familiar é gasto em cada produto: arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar, médico, cinema, entre outros.

IGP-M:

Já o Índice Geral de Preços - Mercado é calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas. Esse índice de inflação foi concebido nos anos 40 para ser uma medida abrangente do movimento de preços. Seu cálculo é feito através de uma média aritmética ponderada de três outros índices de preços. São eles:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA);
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC);
  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Atualmente, o IGP-M é utilizado por grande parte do Brasil como a “inflação do aluguel”, já que seus valores são utilizados como uma referência para a correção de preços do fornecimento de energia elétrica, de aluguel e planos de saúde.

INPC:

Por último, mas não menos importante, temos o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Ele é responsável pela correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento.

Esse é um indicador também calculado pelo IBGE e abrange famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, cuja pessoa de referência é assalariada e residentes nas áreas urbanas. O INPC também é utilizado para reajuste do salário mínimo.

Entre as regiões contempladas pelo INPC estão: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.