Brasileiro trabalhou 113h49m para comprar uma cesta básica, aponta DIEESE

Estimativa é feita com base no valor do salário mínimo e do custo médio mensal da cesta básica

Cesta básica de agosto
Cesta básica de agosto - Shutterstock

por Gabriela Campos
Publicado em 08/09/2021 às 16:39
Atualizado às 16:39

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Nesta quarta-feira (8), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, a qual é publicada mensalmente e traz o custo médio da cesta básica de alimentos no país.

No relatório, o DIEESE apontou para um aumento no valor da cesta básica em 13 das 17 capitais pesquisadas. “As maiores altas foram registradas em Campo Grande (3,48%), Belo Horizonte (2,45%) e Brasília (2,10%)”, diz o documento. Já as quatro capitais que tiveram queda no preço foram: Aracaju (-6,56%), Curitiba (-3,12%), Fortaleza (-1,88%) e João Pessoa (-0,28%). 

A pesquisa traz ainda o tempo médio necessário para que um trabalhador brasileiro, cuja renda é equivalente ao salário mínimo (R$1.100,00), consiga comprar os produtos da cesta: 113 horas e 49 minutos (média entre as 17 capitais). Em agosto de 2020, o tempo médio entre as 17 capitais era de 99 horas e 24 minutos. 

Por fim, o estudo compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, o salário que chega às mãos do trabalhador após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social. Feita essa conta, verifica-se que 55,93% do salário líquido do trabalhador brasileiro que recebe o piso nacional vai para a compra dos alimentos básicos para uma pessoa adulta. No caso de São Paulo, por exemplo, esse percentual fica ainda maior, chegando aos 63,93%.

Qual a mais cara e a mais barata?

A capital com a cesta básica mais cara foi Porto Alegre, com o valor da cesta em R$664,67. A cesta mais barata foi encontrada em Aracaju, por R$456,40. Entre os produtos com as maiores elevações de preços, estão o café em pó, o açúcar, o leite integral, a manteiga e a batata.

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