4,25% ao ano: Copom anuncia novo aumento da Selic

Decisão marca a terceira alta de 0,75 ponto percentual anunciada pelo Comitê em 2021

Novo aumento da Selic
Novo aumento da Selic - Shutterstock

por Gabriela Campos
Publicado em 16/06/2021 às 19:13
Atualizado às 19:13

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O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou novo aumento da taxa básica de juros (Selic). O aumento foi de 0,75 ponto percentual, o que fez a taxa atingir a marca dos 4,25% ao ano. A decisão foi firmada em nova reunião realizada nesta quarta-feira, 16 de junho.

De acordo com a nota publicada pelo Comitê, esse aumento foi estruturado buscando assegurar a estabilidade de preços, a suavização das flutuações da atividade econômica e o fomento do pleno emprego. 

Vale lembrar que essa é a terceira alta de 0,75 ponto percentual anunciada pelo Copom em 2021, valor que foi repetido nos meses de março e maio, quando a taxa marcou 2,75% e 3,50% ao ano, respectivamente. 

Para a próxima reunião do Copom, marcada para daqui 45 dias, a tendência apontada no documento divulgado pelo Comitê nesta quarta-feira (16) é que o percentual de reajuste seja novamente mantido. 

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê a continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude. Contudo, uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários. O Comitê ressalta que essa avaliação também dependerá da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e de como esses fatores afetam as projeções de inflação”, relatou em nota.

O que é a Taxa Selic?

A Taxa Selic é a taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central (BC), que se reúne a cada 45 dias para decidir pelo aumento, baixa ou manutenção - decisão tomada com base em diversos indicadores financeiros do país.

Por que o aumento da Selic impacta a vida do cidadão comum?

Por ser a taxa básica de juros do Brasil, ela afeta todos os outros tipos de juros existentes no país, como os juros de empréstimos, financiamentos e retornos de aplicações financeiras (especialmente os Títulos do Tesouro Direto, investimentos em Renda Fixa e caderneta de poupança).

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