Tem renda variável? Aprenda a se planejar e fique longe de dívidas

Veja como é possível ter um salário variável e uma vida financeira organizada

Renda variável e dívidas
Renda variável e dívidas - Shutterstock

por Redação FE
Publicado em 17/07/2021 às 15:00
Atualizado às 15:00

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Em janeiro, a renda foi de R$2.000; em março, R$1.200; já em julho, ela bateu os R$2.200. Pode até parecer que estamos falando de algum tipo de investimento e seus rendimentos, mas não, o assunto é: salário (ou renda) variável - e dívidas.

De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil existem 24,5 milhões de trabalhadores autônomos. Ou seja: são milhões de brasileiros que, muitas vezes, vivem a realidade de ter uma renda variável mês a mês.

Mas será que ter uma renda variável quer dizer, automaticamente, que o orçamento e planejamento financeiro daquela pessoa também precisa ser variável? A resposta para essa pergunta é: nãããão!

Para ajudar os trabalhadores autônomos a manter a estabilidade do orçamento e da saúde financeira, mesmo com o salário variável, Rodrigo Sousa, Controller da Kovi, separou dicas bem importantes para quem busca um planejamento financeiro eficiente. Vamos dar uma olhada?

1) Fuja dos parcelamentos

O cartão de crédito pode ser um grande aliado em muitos momentos, mas para quem não tem uma renda fixa ele pode se tornar um problema. Quando não se sabe ao certo quando vai receber nos próximos meses, as compras parceladas em um longo prazo podem sair do controle. Sempre que possível pague à vista ou parcele, dentro do seu orçamento, em um curto período de tempo.

 2) Controle seu fluxo financeiro

Faça um controle de gastos com todas as entradas e saídas, sem deixar nem mesmo o cafezinho de fora. Essa tarefa pode ser feita em planilhas ou aplicativos próprios para esse objetivo. Isso permitirá que você tenha o controle da sua situação financeira e não tenha surpresas no fim do mês.  

3) Tenha uma reserva de emergência

Mesmo com uma renda variável é possível se organizar para separar um valor destinado às emergências. Use seu controle de gastos para saber onde pode economizar para destinar esse valor para a reserva.

Uma opção é definir um valor mínimo que irá guardar, por exemplo, R$50 ou R$100 e evitar mexer ao máximo. Ao final de um ano, se você guardar R$50 mensais, terá R$600 para essa reserva. Importante: essa reserva deve ser um fundo emergencial e não um valor disponível para usar aleatoriamente.

 4) É hora de traçar metas

Profissionais autônomos geralmente recebem de acordo com o quanto trabalham. Por isso, definir metas é importante.

Faça um cálculo de quanto você precisa receber para cobrir seus gastos fixos, ter uma reserva de emergência e ainda sobrar um valor para gastos extras e defina sua meta acima desse valor. Com isso, você trabalha tendo uma ideia de quanto precisa fazer na semana ou no mês e se programa para isso.

Existirão períodos mais fáceis de bater as metas e outros mais difíceis, mas com o teto mais alto os melhores meses podem compensar os ruins. Além disso, a definição das metas deve ser realista, com base no histórico de gastos, para que seja algo atingível. 

5) Compare preços

A comparação é uma grande aliada da organização financeira, pois permite que você economize em qualquer área. Para os brasileiros que trabalham como motoristas de app, por exemplo, uma sugestão é comparar os preços de aluguéis de carro e postos de gasolina mais baratos. Tudo isso influencia no saldo final, pois quando os custos são reduzidos, automaticamente os lucros sobem.

“Se por ventura, após iniciar o controle financeiro, perceber que os gastos mensais são maiores que as receitas variáveis médias, alguns ajustes nos custos são necessários. Para isso, priorize as despesas básicas. Depois, deve-se focar nos pagamentos de dívidas já negociadas e reservas de emergência. Por fim, pode-se focar nas despesas não essenciais, como academias, cinemas, etc. Essa priorização não significa que não deve ter esses gastos ditos "não essenciais", eles apenas não devem ser colocados sempre à frente dos demais custos essenciais que poderão afetar, inclusive, na geração de renda”, explica Rodrigo.

Com informações de: VCRP Brasil com Kovi

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