Com a alta da Selic o momento é de evitar dívidas e guardar dinheiro!

O aumento da taxa básica de juros afeta principalmente os encargos responsáveis por empréstimos e financiamento. Por isso, a máxima é: evitar dívidas!

Apesar das taxas elevadas para financiamento e empréstimo, a alta da Selic pode favorecer investimentos de renda fixa!
Apesar das taxas elevadas para financiamento e empréstimo, a alta da Selic pode favorecer investimentos de renda fixa! - Shutterstock

por Loyane Lapa
Publicado em 31/10/2021 às 10:30
Atualizado às 10:30

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Na última quarta-feira (27), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou em 1,5 ponto percentual a taxa Selic. E é justamente nesse momento que começamos a repensar o quanto esse indicador mexe com o nosso bolso.

Uma das áreas mais afetadas com a nova alta da Selic são os encargos bancários, que passam a operar com um preço mais elevado. Ou seja, se a sua intenção era solicitar um empréstimo ou financiamento, o ideal é segurar o seu dinheiro e evitar dívidas.

Sendo assim, é importante pensar nesse momento se a oferta vale a pena e se o valor acessível para oconsumidor. Isso porque, a oferta pode parecer muito valiosa no início, mas com a alta da Selic, a tendência é que o valor pese no bolso futuramente.

Vale lembrar também que a alta da Selic pesa no bolso por conta do aumento no custo de vida. Aliado a isso, temos a alta da inflação e o aumento em vários itens essenciais para o brasileiro, então é importante ter isso em mente.

Bom momento para investir em renda fixa

Apesar de ser um importante momento para evitar dívidas, para aqueles que possuem investimentos em renda fixa, o momento será bom até mesmo para quem possui dinheiro na caderneta de poupança.

Com a Selic a 7,75% e muito provavelmente chegando a um patamar acima de 8,5% em dezembro, essa categoria de investimentos passa a ter uma rentabilidade melhor. Principalmente para quem aplica dinheiro na poupança.

Mesmo que a poupança não seja a melhor categoria de investimento em renda fixa, com a Selic acima de 8,5%, o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês, somada à Taxa Referencial (TR).

Nesse sentido, além de evitar dívidas, é importante guardar um dinheiro e aplicar em algum investimento. Deixar o dinheiro parado na conta é sinônimo de perder dinheiro!

Recorde de pessoas endividadas

Em agosto deste ano, o número de brasileiros endividados disparou, chegando ao valor percentual de 72,9%. Esse número faz parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com a pesquisa, nesse índice é considerado somente aqueles brasileiros que estão com dívidas em atraso. Sendo assim, não entram os que estão em inadimplência.

Além do número de famílias endividadas, também aumentou o percentual de famílias com mais de 50% da renda mensal comprometida com suas dívidas

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, muitos brasileiros têm recorrido à informalidade e à obtenção de crédito para investir em pequenas atividades, como uma maneira de garantir seu sustento, mesmo que de forma autônoma.

A CNC destacou ainda que o crédito mais acessível, com taxas de juros relativamente baixas, contribuiu para um maior endividamento no primeiro semestre de 2021, quando a concessão média de crédito aos consumidores atingiu 19,2%, a maior desde 2013. 

Apesar disso, a alta da inflação e o consequente aumento da taxa básica de juros (Selic) já têm sido precificados pelo mercado, o que resulta em juros mais altos. Por isso, vale o alerta: o momento é de evitar dívidas e poupar dinheiro.

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