1º de abril: 3 mentiras que você já contou para si mesmo antes de fazer uma dívida

Essas três "mentirinhas" podem se transformar no terror do seu planejamento financeiro

1º de abril
1º de abril - Shutterstock

por Gabriela Campos
Publicado em 24/03/2021 às 11:05
Atualizado às 11:05

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Qual foi a última vez que você contou para si mesmo uma mentira, uma “mentirinha”, antes de comprar algo que não cabia no seu orçamento naquele momento? Foi há uma semana, um dia, uma hora? 

O 1º de abril é popularmente conhecido como o Dia da Mentira e, para não deixar a data passar em branco, o Finanças Pessoais & Empreendedorismo separou três das principais mentiras que os consumidores contam para si antes de entrar em uma dívida. 

Caso alguma dessas frases te soe familiar, sinta-se abraçado e continue a leitura. Nós adicionamos algumas dicas interessantes para te ajudar a fugir de vez dessas ciladas! 

1 - Se parcelar não fica pesado 

Você está em uma loja e dá de cara com uma jaqueta que gostou muito, mas tem um problema: a jaqueta custa R$ 300 e você simplesmente não tem R$ 300 para pagar. O ideal aqui seria você pensar: “Ok, se eu gostei tanto assim dessa jaqueta, vou economizar nos próximos meses e depois eu volto aqui em busca dessa ou de outra jaqueta parecida. Fazer o que, né?”. 

Esse seria o ideal, mas sabemos que nem sempre é isso que acontece. Quando você percebe, já está lá no caixa perguntando para o vendedor: “Viu, dá para parcelar, né?”.

O que muitas vezes o consumidor esquece, porém, é que o parcelado também deverá ser pago e, quando você utiliza esse recurso com frequência, as parcelas se transformam em verdadeiras bolas de neve, com valores muito acima do que seu orçamento suporta.

Por isso, a nossa dica é: evite parcelamentos! Utilize-os apenas em casos de extrema necessidade e, ainda assim, analise como está o seu histórico de pagamentos futuros para que essa parcela não derrube toda a sua organização financeira. 

2 - Eu preciso muito disso 

Seguindo com o exemplo da jaqueta, uma das justificativas que podem levar você a fazer aquela dívida é “mas eu preciso muito disso”, mas você precisa mesmo? Questione-se!

Se a jaqueta for algo que você necessita para suprir uma necessidade fisiológica, como uma onda de frio inesperada, provavelmente você vai usar isso como justificativa para a compra. Mas será que você realmente precisa daquele produto, especificamente, para essa necessidade fisiológica? Uma outra jaqueta que você já tenha em casa ou outra com um valor mais baixo não poderia resolver essa questão? Uma compra como essa pode ser aquele primeiro “empurrãozinho” em uma peça de dominó, a qual vai derrubando as demais uma a uma.

Lembre-se que ainda estamos no meio da pandemia e devemos ficar em casa, então a jaqueta pode ser substituída por um aconchegante cobertor que você já tem em casa - e o exemplo da “jaqueta” pode ser aplicado a diversos outros produtos não essenciais!

3 - É só eu gastar menos com “tal” coisa que vou conseguir pagar

Essa mentira é aquela mentira “boa” - e pera aí que eu já vou explicar o porquê. 

Seguindo com o exemplo da jaqueta, se você olha para a jaqueta e pensa “eu consigo pagar essa jaqueta, é só eu economizar com aquela outra despesa lá”, pronto, achamos uma despesa mensal sua que está claramente em excesso! Olha que notícia boa, vem economia por aí!

Contudo, nossa recomendação aqui é você alterar a ordem. Que tal economizar com essa despesa em excesso antes e depois voltar até a loja da jaqueta para comprá-la? Um passo mais seguro financeiramente falando, não é mesmo? Dessa forma você não corre o risco de dar um passo em falso e acabar tendo que lidar com despesas maiores do que seu caixa.

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